Dízimo

O Dízimo na Bíblia

A Bíblia ensina duas maneiras de louvar e agradecer a Deus: reservar-lhe um dia por semana (o sábado) e dez por cento do produto do trabalho (o dízimo). As primeiras comunidades cristãs viveram estes dois gestos santificando o domingo, dia da Ressurreição de Cristo, e colocando em comum tudo o que possuíam (At 2, 42-47; 4, 32-36).

Dízimo: o que é - o que não é ?

  • O dízimo é ato de fé e gesto de partilha. Retribuição a Deus e à comunidade. Tudo o que somos e temos vem de Deus. Pelo dízimo, expressamos nosso reconhecimento a Deus de quem tudo recebemos.

  • O dízimo é uma forma de praticar a justiça na Igreja. Ele estabelece uma contribuição diferenciada: quem ganha mais dá mais, quem ganha menos dá menos e todos recebem os mesmos serviços pastorais, como convém aos irmãos na fé.

 

  • O dízimo não é  taxa, imposto nem esmola. É triste constatar que muitos católicos, ricos de bens materiais, dão a Deus e à Igreja menos do que gastam com um refrigerante ou com um lanche. Contribuir com migalhas é só tapear a consciência. A propósito, alguns gastam muito mais nas fotografias e na  ornamentação da festa do batizado, de primeira comunhão e casamento do que dão de dízimo no ano todo.

 

  • A Bíblia diz que Deus ama a quem dá com alegria. Quanto mais a pessoa é generosa e abre seu coração para partilhar, tanto mais agrada a Deus e se abre para receber as suas bênçãos.

Para que serve o dinheiro do dízimo ?

  • O dinheiro arrecadado com o dízimo é utilizado para: despesas com formação de agentes, com catequese, culto, assistência e promoção dos pobres; na contribuição com a Diocese; o salário das pessoas a serviço da comunidade (secretário/a, zelador/a, outros funcionários, despesas com a manutenção dos bens da Paróquia (salão, casa paroquial, igreja); pagar água, luz, telefone, manutenção de carro(s)...
     

  • O dinheiro arrecadado pelo dízimo é administrado pelo conselho de assuntos econômicos da Paróquia, presidido pelo pároco. Este conselho presta contas do uso do dinheiro à comunidade e à Diocese.
     

  • Deste modo, o dízimo não é dinheiro dado aos padres. Mensalmente, eles recebem o valor (côngrua) correspondente a três salários mínimos.

Quanto cada família católica deve dar ? 

  • A Bíblia fala em dízimo - dez por cento. No Brasil, em vista da realidade, os Bispos decidiram adotar o centésimo - um por cento. O cristão, porém, não se prende a números. Ele dá a Deus para o bem de sua Igreja segundo sua generosidade, suas possibi-lidades e as necessidades da comunidade, que podem exigir mais do um por cento.

  • A contribuição mínima da família católica é a partir de um por cento da receita familiar. Esta é a soma de tudo aquilo que os vários membros da família recebem por mês. Se uma família ganha 500 Reais por mês, deveria dar, como dízimo, no mínimo, 5 Reais por mês ou 60 Reais por ano.

 

  • Todos sabemos o que é um por cento e sabemos qual é nossa renda familiar. Deus também sabe. Não podemos enganar a nós mesmos e menos ainda a Deus. Ele vê o coração e conhece as intenções de cada pessoa. Vê se há generosidade e honestidade ou se há mesquinhez e hipocrisia.

 

  • O dízimo deveria ser dado mensalmente. Mas pode ser dado em várias prestações ao longo do ano ou numa só vez. O  importante é que a família chegue ao fim do ano em dia com o dízimo.

 

  • Por princípio, quando alguém passa a ter vida autônoma, independente de sua família de origem, ou quando casa, deve começar a dar seu dízimo à Igreja.

 

  • Quem realmente não tem condições é isento do dízimo; recebe a carteirinha de membro da comunidade e todos os serviços pastorais da Igreja.

A que o dízimo dá "direito" ?

  • Depois do período inicial da Igreja, a vida comunitária enfraqueceu. As pessoas deixaram de colocar tudo em comum e também de dar ofertas suficientes para a manutenção da Igreja. Foram introduzidas taxas para os serviços religiosos - sacramentos, exéquias e outros. Voltando o dízimo, caem as taxas, ou seja, os membros da comunidade não "pagam" os serviços religiosos para si e para seus dependentes - batismo, casamento, etc. Eles também têm o direito de participar na escolha dos responsáveis pela comunidade e em outras decisões.

 

  • Quem contribui regularmente com o dízimo manifesta que ama sua comunidade, pois a ajuda sempre e não a procura só quando precisa. Para ser verdadeiro, o amor deve ser gratuito e desinteressado.

Dízimo é: 

  • verdadeiro ato de fé e fonte de bênçãos;

  • experiência de amor, generosidade e gratidão;

  • meio de organização, evangelização, promoção humana; 

​ Dízimo não é taxa, imposto, esmola ou sobra!

Para informações e contribuições, procure a secretaria da Paróquia a que pertence.